A mobilidade urbana em São Paulo

Segundo o IBGE conta em média com 19.632.285 milhões de automóveis um aumento de quase 300 mil automóveis em relação ao ano passado

A cidade de São Paulo enfrenta todos os dias diversos problemas relacionados a mobilidade urbana entre eles estão listados alta ocupação do espaço urbano, elevado número de transportes individuais e a falta de opções de qualidade mínima nos transportes públicos e alternativos sem contar a falta de profissionais graduados especialmente para estas áreas. A mobilidade urbana é definida como um deslocamento de objetos e pessoas de maneira mais fácil, atuando com o objetivo principal de desenvolvimento socioeconômico nas regiões urbanas e metropolitanas.


 Trânsito em São Paulo - Imagem: Reprodução/Paulo Lopes

Há 10 anos, está em vigor a lei da mobilidade urbana exige que todas as cidades tenham um planejamento para melhorar o fluxo de trânsito, cargas e pessoas com objetivo de alavancar a qualidade de vida do cidadão. Em um estudo, levantado em 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), São Paulo conta atualmente com 12,33 milhões de habitantes, estima-se que cerca de 9,4% da população da capital viva em regiões periféricas, da qual são as mais afetadas em questão de moradia e transporte público. Segundo o estudo realizado pelo portal Agência Brasil, foi apresentado que um morador da região do Marsilac (Zona Sul) leva em média cerca de 73 minutos em um ônibus para realizar seu deslocamento em horário de pico, enquanto um morador da região de Pinheiros (Zona Oeste) leva em torno de 25 minutos. 

Atualmente existem dois carros para cada um habitante fazendo com que o trânsito e fluxo de veículos seja sempre mais dificultado, segundo estudo realizado pelo IBGE em 2022 São Paulo conta em média com 19.632.285 milhões de automóveis um aumento de quase 300 mil automóveis em relação ao ano passado, estes que são considerados os favoritos pela população em relação aos outros transportes, porém a própria cidade não possui meios de expandir suas malhas viárias para resolver a questão do transito.

O impacto da mobilidade na saúde mental 

Segundo o médico patologista Paulo Saldiva, funcionário do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, quando questionado sobre o impacto dos congestionamentos na saúde das pessoas, ele afirma: 

"Objetivamente, estar submetido ao trânsito e à poluição altera os marcadores de inflamação. Os sintomas são brandos, mas ao longo do tempo essa inflamação vai cobrar um preço sob a forma de maior risco de câncer, aterosclerose (acúmulo de placas nas artérias) e de envelhecimento precoce dos pulmões."  

O deslocamento principalmente das regiões periféricas para os grandes centros tem se mostrado um dos maiores fatores para a diminuição da qualidade de vida do trabalhador, já que por diversas vezes ele se vê colocados em situações extremamente precárias, onde utiliza um transporte público muitas vezes lotado sem uma higienização e vistorias adequadas do qual se submete a passar boa parte do seu tempo se deslocando de uma região a outra na cidade. 

Para a resolução desses problemas cabe ao poder público promover uma política para lidar com tais problemas, os últimos governos da capital vêm se moldando a atender demandas relacionadas a mobilidade urbana como a instalação de ciclovias, faixas de referências nas vias principais nos horários de pico, foco na ampliação e dos transportes sobre trilhos, porém contudo existem alguns aspectos que dificultam a realização de algumas demandas como a contratação de profissionais habilitados para executar e gerenciar essas  mobilidade. 

* Matéria produzida em parceria com João Almeida

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